'Sim' exagera em cifra sobre óleo, diz estudo

Segundo apoiadores da independência escocesa, reservas de petróleo no Mar do Norte seriam garantia de um futuro próspero

LONDRES, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2014 | 02h00

O Mar do Norte é o grande pano de fundo dos planos do movimento separatista da Escócia. As reservas de petróleo e gás sob essas águas são a garantia de um futuro próspero, dizem os independentistas. O movimento pelo "sim" argumenta que a Escócia teria até 24 bilhões de barris de petróleo e gás sob as águas.

Mas o tema é controvertido. Um estudo divulgado ontem pela consultoria escocesa Wood Mackenzie estima que a Grã-Bretanha tem 15,3 bilhões de barris de reservas. A parcela escocesa desse montante equivale a 84%. Portanto, 12,8 bilhões de barris - a metade do citado na campanha. O número é bem próximo de um levantamento do próprio governo da Escócia feito no ano passado.

A consultoria destaca que o ritmo de descoberta de novos campos de exploração foi menor que o esperado pelos especialistas nos últimos anos. "A consequência desse baixo ritmo de descoberta de reservas, combinado com os desafios de custo que os operadores enfrentam, significa que apesar do nível das reservas do Mar do Norte a futura produção escocesa está sob pressão."

O relatório cita ainda que existe incerteza sobre qual regime tributário o setor petrolífero operaria em uma eventual Escócia independente. / F.N.

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