Sinagoga de Caracas é alvo de protesto

Um grupo de manifestantes juntou-se diante da maior sinagoga da Venezuela na quinta-feira para protestar contra a recente ofensiva israelense que deixou mais de 160 palestinos mortos em Gaza. A comunidade judaica do país latino-americano denunciou que as cerca de 50 pessoas que se concentraram diante do centro religioso Tiferet Israel, no distrito caraquenho de Maripérez, gritaram máximas antissemitas e atacaram o local com fogos de artifícios.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2012 | 02h04

Segundo um comunicado da Confederação de Associações Israelitas da Venezuela (Caiv), o protesto ocorreu às 12h45. "Os manifestantes entoavam slogans antijudaicos ('judeus assassinos, judeus malditos, deixem de matar gente inocente') e contra o Estado de Israel", informou a entidade, acrescentando que "artefatos pirotécnicos" foram disparados contra o edifício, "alguns deles até o interior da sinagoga, atingindo o pátio em frente à entrada principal".

"Esse fato provocou a interrupção temporária do desenvolvimento das atividades que ali se realizam, causando pânico entre as pessoas que estavam no lugar. (...) Diante dessa agressão contra um lugar de culto, a comunidade judaica da Venezuela manifesta sua indignação e mais firme repúdio", afirmou a confederação.

"Apelamos ao governo nacional que garanta a segurança dos locais de culto e a tranquilidade dos membros da congregação para evitar posteriormente situações similares."

Ataque anterior. Em 31 de janeiro de 2009 - menos de duas semanas após o encerramento da Operação Chumbo Grosso, na qual Israel matou quase 1,5 mil palestinos na Faixa de Gaza em três semanas de ofensiva -, a mesma sinagoga venezuelana sofreu um ataque semelhante. O centro religioso foi invadido, suas paredes foram pichadas e objetos considerados sagrados, destruídos.

No mesmo dia, o presidente Hugo Chávez havia recebido seus diplomatas expulsos dias antes de Israel, após o presidente venezuelano qualificar de "holocausto" a ação israelense em Gaza. As relações entre os dois países estão cortadas desde então. Oito policiais e três civis foram detidos e processados por vandalismo. / AP

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