Sinais positivos sobre a pneumonia atípica na China

O Ministério da Saúde chinês não reportou hoje qualquer caso de pneumonia asiática, pela primeira vez em cerca de um mês e meio. Apesar dessa boa notícia, mais duas pessoas morreram nas últimas 24 horas em consequência da doença.Na capital chinesa, a cidade do mundo com mais casos de Síndroma Respiratória Aguda e Severa (Sars), foi atingido hoje o "número mágico" de zero novos casos, após ter registado, há um mês, uma média diária que chegou a 150.As duas mortes ocorreram na Mongólia e na província costeira de Zhejiang. A China acumula agora 5.328 casos de SRA, dos quais 3.495 estão curados e 334 morreram. Só Pequim concentra cerca de metade dos casos de contágio (2.522) e vítimas mortais (181).Em todo o país, há ainda 965 casos suspeitos de Sars. Numa altura em que o número de casos de Sars regista uma "espantosa descida", a OMS sublinha que "a única garantia para que a atual melhoria prossiga é manter o alerta e um nível elevado de todas as atividades de controle".A mensagem da OMS foi transmitida pelo delegado da organização em Pequim, Henk Bekedam, durante uma reunião, domingo, em Pequim, com representantes da China e da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).Bekedam aplaudiu a decisão da China e dos dez países membros da ASEAN de uniformizarem as medidas de quarentena e vigilância das entradas e saídas fronteiriças.Segundo o acordo oficializado na capital chinesa, no espaço China-ASEAN será feito um controle de temperatura a todos os viajantes, os quais têm também de preencher uma declaração sobre o seu estado de saúde e contatos.Os 68 representantes da China e das nações que integram a ASEAN (Brunei, Camboja, Laos, Indonésia, Malásia, Birmânia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã) mostraram-se ainda de acordo em que casos suspeitos de Sars detectados nos postos fronteiriços serão tratados no país de acolhimento.A China efetua o controlo de viajantes desde meados de abril, e, segundo dados oficiais, até 29 de Maio, apenas cinco casos de Sars foram detectados, em 12,5 milhões pessoas a quem foi controlada a temperatura. Delas, 3.826 apresentaram valores acima do normal e 395 foram enviadas para o hospital.Na avaliação de Bekedam, vale a pena o esforço, na medida em que "basta uma falha no diagnóstico ou classificação de um caso de Sars, como parece ter acontecido no Canadá, recentemente, para originar um novo surto".O representante da OMS defende que, "agora que a doença dá sinais de estar a ser controlada", é preciso pensar na sua "eliminação completa".

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