Sindicalista canadense ataca importação de aço

Apesar de ter se unido a Canadá e México nesta semana, para contestar na OMC a lei dos Estados Unidos que impõe barreiras a importações de aço suspeitas de dumping - prática de se cobrar um preço pelo produto exportado inferior ao do mercado de origem -, o Brasil terá de enfrentar um provável o aumento do protecionismo canadense contra o aço nacional. Um dos principais líderes metalúrgicos do país, Lawrence McBrearty, diretor nacional dos Metalúrgicos Unidos da América no Canadá, destacou ontem, em artigo, que o aço do Brasil, junto com o da China, Itália e África do Sul, tem inundado o mercado canadense nos últimos anos. Em 2000, o Canadá importou o equivalente a 45% de seu mercado, embora a indústria nacional tenha capacidade para suprir 80% do consumo interno, o que demonstra alto grau de capacidade ociosa. McBrearty ressaltou, no jornal Globe and Mail, de maior circulação no país, que "a luta apenas começou." Isso porque o governo canadense já elevou em até 45% a tarifa de importação de laminados a frio adquiridos fora do Nafta (EUA, México e Canadá). E Ottawa também pediu ao Tribunal Internacional de Comércio do Canadá, segundo o metalúrgico, que investigue se os exportadores estão praticando dumping.McBrearty defendeu com veemência que Ottawa adote medidas contra a importação de aço tão fortes e determinadas quanto as que Washington anunciou em 5 de junho - imposição de cotas, elevação de tarifas ou outras medidas restritivas ao comércio. "Se adotarmos medidas severas, também vamos aumentar nossa credibilidade junto a Washington para discutirmos ações comuns?, completou.

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