Sindicalista pode ter sido preso às vésperas da greve

A principal federação sindical de empresários da Venezuela, a Fedecámaras, que marcou uma greve para segunda-feira em protesto contra o governo do presidente Hugo Chávez, denunciou hoje a prisão de uma de suas líderes sindicais, aparentemente por promover o protesto. O presidente da Fedecámaras, Pedro Carmona, disse à imprensa que a presidente da Câmara de Comércio do estado de Barinas (sudoeste do país), Edith Urquiola de Mora, foi detida quando distribuía panfletos promovendo a greve em protesto contra um pacote de 49 leis que o governo, segundo os empresários, baixou unilateralmente. Carmona, que disse ter conversado com a sindicalista quando a transportavam em um carro da polícia, qualificou a medida como "coação" e "abuso de poder". Segundo a denúncia, Urquiola de Mora foi detida no estado que é governado pelo pai do presidente Hugo Chávez - que tem o mesmo nome do filho, e que não se pronunciou sobre a suposta detenção.Por sua vez, o mandatário venezuelano previu hoje o fracasso da greve patronal e assegurou que "não há nada nem ninguém capaz de parar a Venezuela".Enquanto o empresariado assegura que as 49 leis do pacote governamental foram aprovadas sem consulta à cúpula empresarial, e que elas limitam a atividade privada em importantes setores da economia produtiva, Chávez, em uma mudança de atitude esta semana, tem afirmado que essas leis poderão ser reformadas mediante coleta de abaixo-assinados e referendos, e qualificou a greve patronal de medida de pressão para reformar as leis.

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