Sindicalistas mantém executivos detidos na Bélgica pelo 2º dia

Ativistas de sindicatos mantém pelo segundo dia seis altos executivos da comissão administrativa da usina Cockerill-Sambre, da Arcelor, em Liege, na Bélgica, em protesto à decisão da empresa de congelar os investimentos dessa unidade, uma medida que ameaça mais de 2.000 posições. Cerca de 50 sindicalistas bloquearam uma sala onde os executivos realizavam uma reunião. Apesar de promessas de libertação desses executivos, eles ainda estão detidos. O diretor geral da usina Cockerill Sambre, Alain Bouchard, está dentre aqueles mantidos reféns. Em 24 de janeiro, a Arcelor, maior siderúrgica mundial, anunciou o congelamento de investimentos em quatro de seus alto-fornos menos rentáveis na Europa, o que resultará na redução de 8 milhões de toneladas métricas em capacidade de produção de aço até 2010, com a empresa citando a capacidade excessiva nos mercados mundiais. A unidade de Cockerill Sambre deverá fechar seus alto-fornos até 2006 com a perda de 2.000 empregos. Na semana passada, os 6.000 trabalhadores da usina realizaram um dia de greve e os sindicatos ameaçaram intensificar a sua movimentação. Não fica claro quanto tempo ainda durará essa ação dos ativistas.

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