Eduardo Verdugo / AP
Eduardo Verdugo / AP

Sindicato denuncia prisão de jornalista americano na Venezuela

Residência de Cody Weddle na capital venezuelana foi invadida por funcionários do serviço de contrainteligência do Exército por volta das 8 da manhã; EUA pedem libertação imediata

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2019 | 12h10
Atualizado 06 de março de 2019 | 16h53

O Sindicato Nacional de Jornalistas da Venezuela (SNTP) denunciou nesta quarta-feira, 3, a prisão e o desaparecimento do repórter americano Cody Weddle, em Caracas. 

Segundo o sindicato, a residência do jornalista na capital venezuelana foi invadida por funcionários do serviço de contrainteligência do Exército por volta das 8 da manhã. Ele foi levado pelos militares junto com sua equipe de trabalho, depois de ter tido a casa revirada.

  De acordo com vizinhos do jornalista, os militares que o levaram traziam uma ordem de detenção emitida por um tribunal militar. 

Weddle trabalha há anos como freelancer na Venezuela e colabora com veículos como o jornal Miami Herald, o canal ABC e o diário britânico Telegraph

Por meio do Twitter, a subsecretária de Estado americana para o Hemisfério Ocidental, Kimberly Breier, criticou a prisão e exigiu sua libertação imediata. 

"O Departamento de Estado está profundamente preocupado com os relatos de mais uma prisão de um jornalista americano”, disse ela. “Ser jornalista não é um crime.”

Na semana passada, autoridades chavistas deportaram o jornalista mexicano-americano Jorge Ramos, do canal Univisión, depois de ele entrevistar o presidente Nicolás Maduro e fazer perguntas que desagradaram o líder chavista. 

Desde janeiro,  governo americano alertou, também na semana passada,  seus cidadãos para não viajarem para a Venezuela e disse que qualquer ameaça chavista contra o corpo diplomático na Venezuela teria “consequências”. 

 

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