Sindicato e oposição rejeitam trégua proposta por Lozada

As organizações sindicais e os partidos de oposição da Bolívia recusaram hoje a trégua social proposta pelo novo presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, que tomou posse ontem. "Não estão dadas as condições para uma trégua porque a crise social e econômica se agrava e obriga os sindicatos a se mobilizarem. Não é possível uma trégua quando a maioria da população vive à beira da sobrevivência", afirmou o diretor da união de trabalhadores de Cochabamba, José Luis Núñez. Da mesma forma, o líder do principal partido de oposição e candidato à presidência da Bolívia no primeiro turno, o deputado cocaleiro Evo Morales, disse que a "confrontação será inevitável enquanto o novo governo não mudar o modelo econômico". O líder da organização dos camponeses, deputado Felipe Quispe, também criticou a proposta do novo presidente. ?Lozada não ofereceu nada de novo em seu discurso", disse ele, acrescentando que em 90 dias convocará as bases camponesas para uma mobilização nacional com o bloqueio das principais estradas do país. Hoje, Lozada voltou a pedir uma trégua social às organizações sindicais e políticas durante um desfile militar, no qual as Forças Armadas o reconheceram como seu capitão-geral.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.