Sindicato nigeriano ameaça paralisar produção de petróleo

Funcionários do setor de petróleo da Nigéria ameaçaram nesta quarta-feira paralisar a produção do maior país produtor de petróleo da África, aumentando uma greve nacional contra o aumento no preço da gasolina.

AUSTIN EKEINDE E CHIJIOKE OHUOCHA, REUTERS

11 de janeiro de 2012 | 13h23

Com o governo e os sindicatos em um impasse que paralisa a Nigéria há três dias, o maior sindicato de petróleo disse que tomaria uma decisão ainda nesta quarta, embora autoridades do setor duvidem que isso possa parar completamente as exportações do combustível.

"Não estamos nas ruas hoje porque até a noite... a liderança nacional dos trabalhadores de petróleo anunciará sua decisão sobre quando a produção vai parar, assim como os terminais de exportação", disse à Reuters Chika Onuegbu, funcionário encarregado da relação industrial nacional do sindicato PENGASSAN.

Uma decisão definitiva de entrar em greve ainda precisa ser tomada, mas ele acrescentou: "isso vai marcar o início da próxima fase do protesto contra a retirada do subsídio de gasolina e vai ser muito desastroso para o país".

A Nigéria exporta mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto por dia e é um importante fornecedor dos Estados Unidos e da Europa. A produção até agora não foi afetada, mas temores sobre o fornecimento nigeriano podem levar a um aumento no preço do petróleo mundial.

Autoridades do setor disseram que uma paralisação total das exportações de petróleo era improvável porque o processo é automatizado e alguns trabalhadores não são sindicalizados. No entanto, mesmo um pequeno golpe sobre a produção aumentaria a pressão sobre o governo do presidente Goodluck Jonatahn, que depende das exportações de petróleo para 95 por cento das receitas em divisas estrangeiras e para a maior parte da receita estatal.

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