Sindicato pró-Kirchner sitia 'Clarín' e 'La Nación'

Menos de 48 horas antes do início da 65ª assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que começa hoje na capital argentina, as instalações dos jornais "Clarín" e "La Nación" foram bloqueadas pelo sindicato dos caminhoneiros, liderado por Pablo Moyano, filho de Hugo Moyano, secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), organização aliada do governo da presidente Cristina Kirchner. O bloqueio, que impediu a saída de mais de 700 mil exemplares de jornais e revistas, começou na madrugada da quarta-feira e estendeu-se, com algumas interrupções, ao longo do dia. Não houve intervenção policial contra a ação.

AE, Agencia Estado

06 Novembro 2009 | 11h43

A paralisação da venda de jornais argentinos na quarta-feira foi o resultado do bloqueio ordenado por Moyano, cujo objetivo formal era o de conseguir 300 filiados adicionais para seu sindicato. Segundo Moyano, as empresas não cumpriram o acordo de incluir os funcionários que trabalham com a distribuição de jornais e revistas no sindicato dos caminhoneiros.

A Associação de Entidades Jornalísticas da Argentina (Adepa) emitiu um comunicado no qual ressaltou que o bloqueio aos jornais é "um flagrante caso de censura e de dano à liberdade de imprensa". Líderes da oposição também protestaram. O ministro do Interior, Florêncio Randazzo, negou que o governo argentino estivesse por trás do bloqueio dos caminhoneiros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais conteúdo sobre:
Argentina imprensa sindicato Kirchners

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.