Sindicato reivindica governo de 'salvação nacional' na Tunísia

Grupo exige a dissolução do atual governo de transição para formação de novo executivo

Efe

21 de janeiro de 2011 | 17h07

TUNÍSIA - A União Geral dos Trabalhadores Tunisianos (UGTT), o poderoso sindicato que desempenhou um papel fundamental nos protestos que derrubaram o presidente Ben Ali, reivindicou nesta sexta-feira, 21, a dissolução do Executivo de transição e a formação de um governo de "salvação nacional" sem ministros do regime anterior.

 

O principal conselheiro do secretário-geral da UGTT disse à Agência Efe que a direção deste agrupamento sindical pediu que se "reinicie o processo de formação do governo de transição".

 

"O primeiro-ministro tunisiano, Mohamed Ghannouchi, deve reiniciar as consultas com todos os setores da sociedade civil e da oposição para formar um novo governo que responda às exigências da população e dos partidos políticos".

 

Além disso, disse que "a oferta de diálogo do sindicato para negociar este novo governo segue aberta", embora tenha ressaltado que "ainda não há data" para um encontro com o primeiro-ministro.

 

A condição para formar esse governo de "salvação nacional" é que nele não participe nenhum ministro do regime anterior, declarou o conselheiro, quem acrescentou que o sindicato "prosseguirá sua luta legal" até conseguir esse objetivo.

 

Milhares de tunisianos mantiveram as manifestações nesta sexta-feira pelas ruas da capital pedindo a saída de todos os ministros do regime anterior do governo.

 

Cerca de mil de pessoas protestaram diante da sede do governo, na parte antiga da cidade, reivindicando ainda que Ghannouchi, que é primeiro-ministro desde o regime anterior, deixe o cargo.

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