Sindicatos ameaçam Cristina com nova greve

"As coisas vão ficar complicadas para o governo", declarou ontem o secretário-geral da Confederação-Geral do Trabalho (CGT),Hugo Moyano, em um novo alerta para a presidente Cristina Kirchner, de quem foi aliado durante oito anos e com quem está em pé de guerra desde 2012. Moyano exige aumentos salariais para os diversos setores sindicais que o governo rejeita.

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2013 | 02h04

Moyano vai se reunir com outros líderes sindicais na próxima semana para exigir aumentos salariais de 25% a 30% e definir uma nova manifestação contra a presidente Cristina. "O governo não dá respostas aos trabalhadores", criticou o caminhoneiro.

Na quarta-feira foram iniciadas as primeiras negociações sindicais entre trabalhadores e empresários do ano. Alguns sindicatos já conseguiram aumentos superiores aos desejados pela Casa Rosada, que tenta impedir altas salariais superiores a 19%. O governo afirma que a inflação de 2012 foi de apenas 10,8%, enquanto que economistas independentes e sindicatos sustentam que foi de 25%.

Ainda ontem, a deputada Diana Conti declarou que pretende obter uma reforma da Constituição que permita reeleições ilimitadas para a presidente Cristina, eleita em 2007 e reeleita em 2011.

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