Sindicatos franceses querem reunir 1 milhão em Paris

Sindicatos e organizações estudantis da França convocaram mais uma jornada de manifestações e greves contra a lei do Contrato Primeiro Emprego (CPE) para terça-feira e esperam reunir pelo menos um milhão de pessoas apenas em Paris. "Estamos à beira da vitória", declarou o dirigente estudantil Bruno Julliard à emissora de rádio France Inter. Os líderes das manifestações, que submergiram o país em uma grave crise, rechaçaram nesta segunda-feira uma oferta feita pelo presidente Jacques Chirac de flexibilizar ainda mais a lei, que em sua origem facilitaria a demissão de trabalhadores jovens. Os adversários querem a derrubada total da legislação. O primeiro-ministro Dominique de Villepin convocou seu gabinete na segunda-feira para estudar o estancamento do mercado de trabalho francês e o desemprego juvenil galopante. Villepin, autor da lei e alvo principal da ira dos estudantes, tentou demonstrar que segue à frente de um governo cada vez mais ameaçado por suas divisões internas. O presidente da central de trabalhadores CGT, Bernard Thibault, disse à emissora de rádio RMC que esperava uma participação "a mais forte possível" na terça-feira. Na semana passada, pelo menos um milhão de pessoas saíram às ruas numa jornada similar. Nesta segunda-feira, várias manifestações transtornaram os tráfegos aéreo, ferroviário e rodoviário do país. Alguns membros do Partido Verde ocuparam a Universidade de Sorbonne, que está paralisada há duas semanas e foi cenário de choques sangrentos entre os estudantes e polícia devido à lei trabalhista.

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