Sindicatos negociam operação durante greve na Espanha

Os sindicatos da Espanha fecharam um acordo com o governo, estabelecendo os serviços mínimos que estarão em funcionamento durante a greve geral marcada para o próximo dia 29. No caso dos voos internacionais, a operação ficará entre 20% e 40% da registrada num dia normal.

AE, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 10h23

Os sindicatos e o governo fecharam o acordo nas primeiras horas desta quinta-feira, para "garantir a calma durante o dia de greve", disse o secretário-geral de Transportes, José Luis Cachafeiro, em entrevista à imprensa na madrugada. É a primeira vez que o governo espanhol realiza um acordo desse tipo com os sindicatos. O ministro de Fomento, José Blanco, qualificou o acordo como "histórico", segundo o jornal El País.

As duas principais centrais sindicais do país, CCOO e UGT, convocaram a greve para protestar contra um projeto de reforma no mercado de trabalho, apresentado pelo governo como um meio de reduzir o desemprego e reativar a economia. Os sindicatos também protestam contra a previsão de cortes de gastos, incluindo uma redução média nos salários dos funcionários públicos de 5% e os planos para elevar gradualmente a idade mínima para a aposentadoria, de 65 para 67 anos.

No caso dos voos internacionais, o acordo de serviços mínimos inclui a manutenção de 20% dos voos para países da União Europeia e de 40% deles para outros países.

Dentro do território espanhol, o pacto prevê que operem 10% dos voos dentro da península espanhola e 50% dos voos entre a península e as Ilhas Canárias, as Ilhas Baleares e os enclaves no norte africano de Ceuta e Melilla.

O acordo prevê que funcionem ao menos 20% dos trens de alta velocidade e 25% dos trens que circulam apenas dentro dos distritos, incluindo 30% destes na hora do rush da manhã. Os trens regionais e de longa distância, porém, não estão garantidos. Entre um e três ônibus intermunicipais terão autorização para percorrer cada cidade, previu o acordo.

Na última greve geral de 2002, o então primeiro-ministro, o conservador José María Aznar, impôs um mínimo de serviços. O fato enfureceu os sindicatos, que processaram o governo, sem sucesso. Será a primeira greve geral enfrentada pelo governo do socialista José Luis Rodríguez Zapatero, que se tornou premiê em 2004.

As informações são da Dow Jones.

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