'Sionistas são mortais', diz Ahmadinejad

Em discursono sul do Líbano, presidente iraniano provoca Israel e enaltece 'resistência libanesa'

Reuters

14 de outubro de 2010 | 12h51

TEERÃ - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, elogiou o que chamou de resistência libanesa contra Israel e declarou que "os sionistas são mortais". As declarações do iraniano foram transmitidas nesta quinta-feira, 14, pela televisão estatal iraniana. Ahmadinejad faz uma visita ao sul do Líbano, na fronteira com Israel.

 

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"O mundo deve saber que os sionistas são mortais. Hoje, a nação libanesa está viva e é um modelo para os países da região", disse Ahmadinejad na cidade de Bint Jbeil, próxima da fronteira entre os dois países.

 

Ahmadinejad chegou à região recebido por partidários do Hezbollah, a milícia islâmica do sul do Líbano, que agitavam bandeiras libanesas e iranianas. Bint Jbeit é uma cidade tradicionalmente xiita e de grande valor simbólico para o país.

 

"A Resistência provocou a amarga derrota dos sionistas e introduziu o temor e o desespero nos seus corações", afirmou Ahmadinejad diante de milhares de pessoas reunidas para aclamá-lo. Por "Resistência", Ahmadinejad se referiu ao Hezbollah.

 

A cidade em que Ahmadinejad fez seu discurso no segundo dia de visitar oficiais foi bombardeada por tropas israelenses durante a guerra de 2006 e reconstruída com dinheiro iraniano. "Se não fosse pela Resistência heroica, não teria sido conhecida a linha da fronteira entre o Líbano e Israel", afirmou Ahmadinejad, que elogiou os habitantes de Bint Jbeil, "mais fortes que os exércitos e as armas". "O povo iraniano estará em todas circunstâncias com vocês", acrescentou o presidente, enquanto era ovacionado pelo público.

 

Durante sua visita ao sul do país, região da qual Israel se retirou em maio de 2000 após 22 anos de ocupação, Ahmadinejad não esqueceu sua retórica habitual e previu "o desaparecimento dos sionistas".

 

Antes de se deslocar para o sul, Ahmadinejad se reuniu com líderes religiosos, recebeu uma condecoração da Universidade Libanesa e se reuniu com o primeiro-ministro Saad Hariri, que ofereceu um almoço em sua honra.

 

A visita de Ahmadinejad foi considerada uma provocação pelos EUA e por Israel. O Irã é a principal força por trás do Hezbollah, e a milícia é considerada como uma organização terrorista por Washington. O Hezbollah também entra em conflitos frequentemente com Israel, maior inimigo do Irã na região.

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