SIP: México é o mais perigoso para jornalistas da região

O presidente da comissão de liberdade de imprensa da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Robert Rivard, afirmou neste sábado que o México "segue sendo o país mais perigoso" para os jornalistas da região trabalharem. O órgão continental realiza até este domingo sua reunião semestral, em Assunção.

AE-AP, Agencia Estado

14 de março de 2009 | 19h46

A SIP registrou, entre 1987 e 2008, 332 casos de jornalistas assassinados durante o exercício da profissão sem que a justiça dos países tenha resolvido os casos totalmente.

A entidade apontou que neste período houve no Brasil 24 mortes sem esclarecimento, 15 na Colômbia, 12 no México, cinco na Argentina, quatro no Paraguai, três na Bolívia e na Guatemala, e um em Chile, Peru, Costa Rica, República Dominicana, Haiti e Uruguai. Os outros assassinatos estão em processo judicial avançado, segundo a SIP.

Rivard notou que o maior risco atualmente é para os jornalistas mexicanos que acompanham o crime organizado, enfrentamentos entre cartéis da droga e a intensificação da campanha contra os criminosos por parte do presidente Felipe Calderón.

Sobre Cuba, Rivard disse que "o mais notável é a absoluta repressão a uma imprensa independente e à liberdade de expressão".

Tudo o que sabemos sobre:
Paraguaisipimprensa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.