BRENDAN SMIALOWSKI/AFP
BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

Síria acusa autoridades de entrarem ilegalmente no país

Senador americano e ex-ministro francês estariam entre as personalidades que teriam entrado em território sírio sem visto

O Estado de S. Paulo

06 de janeiro de 2015 | 18h29

DAMASCO - O governo sírio acusou o senador americano John McCain, o ex-ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, além de outros estrangeiros de entrar no país ilegalmente.

O embaixador da Síria na Organização das Nações Unidas (ONU), Bashar Jafari, informou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon e ao Conselho de Segurança nesta terça-feira que McCain, Kouchner, o ex-membro do parlamento do Kuwait Walid al-Tabtabai e o ex-embaixador americano na Croácia, Peter Galbraith, estão entre outras figuras proeminentes e jornalistas que violaram a soberania da Síria, entrando no país sem visto.

Em uma carta, Jafari disse que a Síria considera "os governos dos países dessas pessoas plenamente responsáveis pelas violações" da soberania da Síria. O país pediu que a ONU "coloque pressão sobre esses governos para tomar imediatamente as medidas necessárias contra os cidadãos que entram em território sírio ilegalmente".

Segundo o documento, McCain entrou Síria em junho de 2013 e "se reuniu com grupos terroristas, incluindo líderes da Frente Nursa", que tem sido designada pelo Conselho de Segurança como uma organização ligada a Al-Qaeda.

Al-Tabtabai teria entrado em setembro de 2013 e "fornecido dinheiro e armas para os terroristas na Síria e participado em combate com eles". Kouchner, assim como Galbraith, teria ido ao país no mês passado e visitado "cidades sírias sem o consentimento ou conhecimento do governo" local, e Galbraith teria entrado "acompanhado por três líderes políticos e militares americanos", de acordo com a carta.

Os praticamente quatro anos de conflito causaram mais de 200 mil mortes e desalojaram um terço da população síria, além de alimentar muitos grupos armados de oposição, incluindo o grupo extremista Estado Islâmico, que agora governa sobre vastas áreas da Síria e do vizinho Iraque. / AP

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