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Síria acusa Barbara Walters de 'distorcer' entrevista de Assad

Segundo a ONU, mortos na repressão aos opositores na Síria já superam 5 mil pessoas desde março

Efe,

13 de dezembro de 2011 | 08h17

 

NOVA YORK - O embaixador sírio nas Nações Unidas, Bashar Jafari, acusou a veterana jornalista americana Barbara Walters de "distorcer" a entrevista que realizou com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, e que a rede de televisão ABC transmitiu na semana passada.

 

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"Barbara Walters distorceu a realidade em sua entrevista", afirmou o diplomata sírio ao término da reunião do Conselho de Segurança na qual a ONU informou que as vítimas mortais da repressão na Síria já superam as cinco mil pessoas, entre elas mais de 300 crianças e adolescentes. Jafari criticou a edição da entrevista, que "não refletiu a realidade da conversa" e acusou a popular apresentadora americana de usar "apenas alguns dos muitos minutos" que teve de conversa com o líder sírio.

Na quarta-feira passada, a ABC transmitiu a entrevista na qual Assad negou firmemente que tenha ordenado a repressão violenta dos opositores que reivindicam sua renúncia e sustentou que a maioria das pessoas que morreram durante os últimos meses no país foram seus simpatizantes e soldados do governo. "Não houve ordens para matar ou atuar com brutalidade", disse o presidente sírio, acrescentando que "nenhum governo no mundo mata seu próprio povo a menos que seja liderado por um louco".

Sem credibilidade

 

Jafari criticou Walters assim como os demais meios de comunicação "que não buscam a verdade" e arremeteu concretamente contra os países europeus, que há meses tentam obter uma condenação contra a Síria no Conselho de Segurança, e lembrou que lhe surpreende essa atitude, quando, por exemplo, "a Alemanha provocou a Segunda Guerra Mundial, na qual morreram milhões de pessoas".

O diplomata também diminuiu a credibilidade dos números da ONU, organismo que acusou de não ser objetivo, e ressaltou que o assédio a seu governo se deve "a uma grande conspiração".

Após o relatório das Nações Unidas sobre a violência na Síria, a organização internacional Human Rights Watch emitiu um comunicado comentando que "já chegou a hora de o Conselho de Segurança impor um embargo de armas ao país, aplicar sanções contra os envolvido nos abusos e levar o caso ao Tribunal Penal Internacional".

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