Síria acusa EUA de apoio a rebeldes

O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, acusou os Estados Unidos de ajudar "bandidos" para desestabilizar seu país, numa entrevista rara a um canal de televisão alemão neste domingo. Os EUA são "parte do conflito. Eles oferecem proteção e apoio político para esses bandidos para (...) desestabilizar a Síria", disse Assad à rede pública alemã ARD.

AE, Agência Estado

08 de julho de 2012 | 17h36

De acordo com a entrevista, feita no dia 5 de julho e que será exibida nesta noite, Assad também se recusou a renunciar, dizendo que ficaria para enfrentar o "desafio" que pelo qual a Síria passa. "O presidente não deve correr dos desafios e temos um agora na Síria", disse, falando em inglês. Ele também afirmou que não descartaria negociações com Washington.

Também neste domingo, o vice-ministro do exterior disse que forçar a renúncia e o exílio do presidente Bashar al-Assad seria uma "piada", alertando que um ataque contra a Síria seria "estúpido" e "catastrófico".

"O Irã apoia os planos de reforma de Assad e a ideia de forçá-lo ao exílio é uma piada", disse Hossein Amir Abdollahian. "Uma ação militar na Síria é improvável e, se acontecer, será estúpida. A Síria pode se defender sem a ajuda do Irã. Qualquer solução não política se provaria catastrófica para toda a região", disse.

O Irã é o principal aliado regional de Assad, fornecendo ajuda financeira e humanitária. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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