Síria acusa Kerry de mentir e ignorar trabalhos da ONU

A Síria disse nesta terça-feira que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, mentiu quando disse que havia evidência "inegável" de um ataque químico em larga escala provavelmente lançado por Damasco.

AE, Agência Estado

27 de agosto de 2013 | 07h53

A declaração divulgada pela agência estatal Syrian Arab, que atua como porta-voz do governo, disse que a insistência de Kerry em ignorar o trabalho dos peritos da ONU na Síria mostra que os EUA têm intenções deliberadas para explorar incidentes.

A agência síria disse também que Kerry "fabricou" evidências que acusam o governo sírio de não cooperar com a delegação da ONU e de atrasar a sua chegada aos locais que foram supostamente atacados por armas químicas.

Na segunda-feira, Kerry usou uma linguagem dura ao se referir a um suposto ataque de gás químico na semana passada. O secretário de Estado declarou que o emprego de armas químicas na Síria é "inegável e indesculpável" e acusou o governo da Síria de ter destruído evidências do uso desse tipo de armamento.

De acordo com Kerry, os Estados Unidos e seus aliados estão analisando informações sobre o emprego de armas químicas na Síria e o presidente norte-americano, Barack Obama, acredita na necessidade de responsabilização dos culpados, mas ainda avalia a melhor maneira de reagir.

Kerry enfatizou que ataques com armas químicas desafiam o "código de moralidade" e deveriam "chocar a consciência do mundo".

Mais cedo, na segunda-feira, a equipe da ONU viajou ao subúrbio de Moadamiyeh, uma das áreas afetadas pelo suposto ataque químico, onde eles coletaram amostras e testemunhos. Antes de chegar ao local, o comboio foi atingido por francoatiradores, mas os membros da equipe saíram ilesos. Fonte: Associated Press.

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