Síria acusa rebeldes por disparos a inspetores da ONU

O regime sírio acusou os rebeldes de terem disparado contra inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira. O grupo se dirigia para o local onde teria ocorrido com ataque com armas químicas, nas proximidades de Damasco, onde iniciaria uma investigação.

Agência Estado

26 de agosto de 2013 | 09h46

"Membros do grupo da ONU...foram alvo de grupos terroristas armados ao entrarem na área de Moadamiyet al-Sham", a sudoeste de Damasco, informou a televisão estatal síria.

O governo dos Estado Unidos está cada vez mais convencido de que o regime sírio está por trás do suposto ataque com armas químicas, ocorrido na quarta-feira, e estuda uma ação militar contra o país, disse um funcionário do governo norte-americano, em condição de anonimato, nesta segunda-feira.

"Há fortes sinais indicando o uso de armas químicas" pelo regime sírio, disse a fonte aos jornalistas que viajam com o secretário de Defesa Chuck Hagel.

O senador republicano Bob Corker, que integra o Comitê de Relações Externas do Senado, quer um ataque aéreo "cirúrgico" contra a Síria em resposta ao suposto uso de armas químicas pelo governo.

Corker disse à rede NBC nesta segunda-feira que "eu acho que ações (militares) vão ocorrer" em resposta ao suposto uso de um gás tóxico contra civis.

O senador afirmou que o governo Barack Obama "considera que não há dúvidas de que agentes químicos foram usados" e disse que vai tentar reunir os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para apoiar a resposta militar.

Ele acrescentou que "acho que pode ser cirúrgico, deve ser proporcional, deve dar uma resposta ao que aconteceu".

Já o secretário de Defesa Chuck Hagel disse que o governo Obama ainda analista as informações de inteligência sobre o caso e "vai obter os fatos" antes de agir.

Hagel disse aos jornalistas, após uma reunião nesta segunda-feira com seu homólogo indonésio que "se qualquer ação for tomada" pelos Estados Unidos, ela será realizada em acordo com os parceiros internacionais.

Segundo ele, os Estados Unidos estão "analisando todas as opções", mas recusou-se a discutir qualquer uma delas. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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