Síria alerta ONU que rebeldes podem usar arma química

A Síria alertou a Organização das Nações Unidas neste sábado que os rebeldes contrários ao governo do ditador Bashar Assad podem empregar armas químicas depois que conquistaram o controle de uma fábrica de produção de cloro tóxico no leste da cidade de Alepo. "Os grupos terroristas podem recorrer ao uso de armas químicas contra o povo sírio", destacou o Ministério das Relações Exteriores. O órgão enviou cartas separadas para o Conselho de Segurança da ONU e para o secretário-geral Ban Ki-moon, reiterando que o governo sírio "não usaria armas químicas em qualquer circunstância".

AE, Agência Estado

08 de dezembro de 2012 | 17h53

Por outro lado, o secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, advertiu que há evidências de que o governo sírio poderia utilizar armas químicas em conflito com os rebeldes que tentam derrubá-lo. "Estamos extremamente preocupados com os estoques de armas químicas e biológicas e também com evidências que surgiram nas últimas semanas de que o regime poderia usá-las", disse Hague a jornalistas em Manama, nos bastidores de uma conferência sobre segurança regional. Ele disse ainda que a Grã-Bretanha se juntou aos Estados Unidos para passar uma mensagem firme ao governo de Bashar Assad. "Temos planos de contingência sobre armas químicas, mas não vamos revelá-los", acrescentou.

Hague destacou ainda que há vários "cenários perigosos" para esse tipo de arma, incluindo a sua "utilização pelo regime, ou caso caiam na mão de outras pessoas".

Também neste sábado o secretário-geral do novo grupo oposicionista Coalizão Nacional, Mustafa Sabbagh, disse que anunciará a criação de um conselho militar para unificar os focos de insurgência antes de uma reunião dos "Amigos da Síria", que será realizada em 12 de dezembro.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados informou neste sábado que 63.496 refugiados sírios haviam fugido para o vizinho Iraque até a última quarta-feira, devido ao intenso combate entre as forças leais ao presidente Bashar Assad e os rebeldes que lutam para derrubá-lo. A maioria deles - 54.550 - estavam na região autônoma do Curdistão, no norte do país, enquanto 8.852 foram localizados na província de Anbar, no oeste, e 94 em outras províncias. O conflito na Síria também fez com que 58.213 iraquianos que viviam na Síria voltassem ao seu país de origem desde 18 de julho. As informações são da Dow Jones.

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