Síria: ataques insurgentes matam mais de 20 soldados

Tropas do governo sírio entraram em confrontos com desertores do exército nesta quarta-feira, causando baixas e inflamando uma região perto da fronteira turca onde os insurgentes tentam ganhar território, disseram os ativistas. O exército do governo sírio, por sua vez, teve um dos dias mais violentos desde que o cessar-fogo foi assinado em 12 de abril - rebeldes afirmam que mataram mais de 20 soldados, em uma clara violação à trégua. A maioria das mortes ocorreu em combates perto da fronteira turca, afirmam os grupos de ativistas. Nesta quarta-feira, o major-general Robert Mood disse em Damasco que a missão observadora da Organização das Nações Unidas (ONU) está "acalmando a situação" na Síria. Ele rechaçou críticas contra a missão e admitiu que o cessar-fogo é "precário" e não é respeitado.

AE, Agência Estado

02 Maio 2012 | 15h50

Os insurgentes mataram 15 militares - incluídos dois coronéis - em uma emboscada na província de Alepo, na aurora, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres. Pelo menos dois desertores morreram no confronto. Segundo o Observatório, a emboscada ocorreu perto do vilarejo de Al-Raai. Confrontos em Damasco deixaram outros seis soldados regulares mortos, enquanto um civil foi morto pelas tropas do governo em Deraa.

As duas partes se acusam reciprocamente por não respeitarem a trégua. Mood disse que a equipe de observadores subirá de 31 para quase 60 ainda nesta quarta-feira. O major-general norueguês lembrou que o trabalho dos monitores na Síria não é fácil. "Não é um trabalho fácil e nós estamos vendo que o cessar-fogo é precário e não é respeitado por todos", disse o militar de 53 anos. Mood disse que mesmo quando a equipe chegar a 300 observadores militares "nós não seremos capazes de estar em todos os lugares da Síria ao mesmo tempo".

As informações são da Associated Press e da Dow Jones

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