Síria critica EUA por sanções contra Bashar Assad

A Síria criticou hoje as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o presidente Bashar Assad e graduados assessores dele. Segundo Damasco, essas medidas são parte de esforços de sucessivas administrações de Washington para impor suas políticas na região e servir aos interesses de Israel.

AE, Agência Estado

19 de maio de 2011 | 10h45

A agência de notícias estatal Sana afirmou que as medidas são contra o governo e o povo sírios, "como parte de um esquema regional, fundamentalmente para servir aos interesses de Israel". Segundo a agência, as sanções "não têm e não terão" efeito em decisões do governo sírio nem em sua luta contra a hegemonia dos EUA. A Sana afirma que as sanções podem ser explicadas apenas como parte dos esforços norte-americanos para "prolongar a crise na Síria".

O presidente dos EUA, Barack Obama, impôs ontem novas sanções contra Assad e seis graduados nomes de seu governo pela violenta repressão a protestos na Síria durante dois meses. Obama afirmou que Assad deve aceitar a democracia ou renunciar ao posto. Em ação paralela, o Tesouro dos EUA impôs sanções contra dois comandantes iranianos da Guarda Revolucionária, por seu suposto papel no apoio à repressão na Síria.

Na semana passada, a União Europeia (UE) emitiu um embargo de armas, bem como a proibição da emissão de vistos e o congelamento de ativos para o irmão do presidente, quatro de seus primos e outros de seu círculo próximo.

O jornal favorável ao governo Al-Watan afirmou que as últimas sanções dos EUA eram destinadas a pressionar a Síria a romper seus laços com o Irã, o grupo xiita libanês Hezbollah e o grupo palestino Hamas. "Os Estados Unidos e seus aliados estão perdendo tempo em pressionar a Síria para forçar uma mudança em suas políticas regionais", afirmou o Al-Watan. "O que ocorre na Síria é parte de um plano dos EUA voltado a enfraquecer a Síria e romper sua aliança com a resistência", afirma o diário. O Al-Watan acusou Washington e a Europa de usar dois pesos e duas medidas ao tratar com Israel.

O periódico se referiu especificamente aos ataques israelenses durante o fim de semana, quando milhares de palestinos realizaram protestos nas fronteiras de Israel para marcar o aniversário da fundação do Estado israelense, em 1948. A repressão israelense deixou 12 palestinos mortos. Os palestinos conhecem esse episódio da fundação do Estado de Israel como "Nakba" (catástrofe, em árabe).

Mais de 850 pessoas morreram e milhares foram presas na repressão ocorrida desde o início dos protestos por democracia na Síria, em meados de março, afirmam grupos pelos direitos humanos e as Nações Unidas. As informações são da Dow Jones.

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