Síria critica Liga Árabe por fazer pressão sobre o país

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, criticou hoje membros da Liga Árabe, que, segundo ele, usam a organização como uma "ferramenta" para chegar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. "Não há espaço para decisões duras, mas o pensamento racional é necessário, porque há algumas partes no mundo árabe que usam a Liga Árabe como uma ferramenta para chegar ao Conselho de Segurança", afirmou Muallem, em entrevista coletiva em Damasco.

AE, Agência Estado

20 de novembro de 2011 | 13h17

A Liga Árabe informou hoje que rejeita alterações propostas pela Síria em um plano de paz para encerrar a crise no país.

Em comunicado, a organização, sediada no Cairo, afirmou que disse ao governo sírio que as propostas são inaceitáveis, pois querem introduzir "mudanças drásticas" no mandato da missão de observadores que a Liga Árabe deseja enviar à Síria para garantir a implementação do plano de paz.

O regime do presidente Bashar Assad reprime manifestantes há oito meses. O plano da Liga Árabe prevê a retirada de tanques oficiais das ruas, a libertação de presos políticos e o fim dos ataques contra civis. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 3.500 pessoas foram mortas pela repressão política nos últimos meses. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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