Síria diz que 120 policiais foram 'massacrados' em emboscada

Ativistas negam que protestos se tornaram violentos, mas admitem que há deserções entre os militares

Agência Estado

06 de junho de 2011 | 12h50

DAMASCO - O governo da Síria afirmou nesta segunda-feira, 6, que 120 policiais sírios que faziam parte das operações de segurança ao lado do Exército, no noroeste do país, foram mortos em uma emboscada, montada por "grupos armados", segundo informações da televisão estatal. As mortes ocorreram na cidade de Jisr al-Shugur. A ação das forças oficiais é parte da repressão aos protestos contra o governo do presidente Bashar al-Assad, que ocorrem há meses na Síria.

 

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As comunicações com a região onde ocorreu o ataque aparentemente foram cortadas, mas há relatos não confirmados de residentes e ativistas de cidadãos que estão lutando contra as forças de segurança e até de deserções entre os militares.

 

 

De acordo com o canal estatal, os "grupos armados" da região conduziram um "massacre". A emissora afirma que as forças de segurança foram encurraladas, que a sede local dos serviços de correios foi incendiada, assim como edifícios do governo, e que corpos foram mutilados. Não há, porém, confirmação independente dos relatos.

 

Ativistas, porém, duvidaram das informações. Mustafa Osso, membro de uma organização de defesa dos direitos humanos, afirmou que "os protestos até agora foram pacíficos e sem armas". Ele ainda afirmou que houve deserções entre os militares e que havia soldados lutando no lado da insurgência contra o presidente Assad.

 

Mortes entre civis

Grupos de defesa dos direitos humanos afirmaram que pelo menos 35 pessoas morreram no norte do país desde sábado. Segundo Rami Abdel Rahman, chefe do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (sediado em Londres), a violência pelo país deixou pelo menos 40 mortos somente ontem.

Grupos pelos direitos humanos afirmaram que mais de 1.200 pessoas já morreram na brutal repressão contra os protestos iniciados em meados de março. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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