Síria diz que libertará manifestantes detidos

A televisão estatal da Síria informou que o presidente Bashar Al-Assad ordenou a libertação de todos os presos políticos recentes do país, que foram encarcerados após a revolta popular que começou na sexta-feira passada na cidade de Deraa.

AE, Agência Estado

24 de março de 2011 | 17h42

Ativistas pelos direitos humanos afirmam que dezenas de manifestantes foram detidas pelo governo durante a repressão, na qual foram mortas pelo menos 25 pessoas, segundo o governo. Representantes da oposição, contudo, afirmam que mais de 100 pessoas foram mortas pelo governo.

O anúncio foi a mais recente tentativa do governo de acalmar os manifestantes e reduzir os protestos, os mais violentos contra o regime autoritário de Al-Assad desde 1982. Mais cedo, a conselheira de comunicação de Al-Assad, Buthaina Shaaban, disse que o governo poderá encerrar o estado de emergência que vigora na Síria desde 1963.

"Estou feliz em anunciar a vocês as decisões feitas hoje pelo partido Baath, sob os auspícios do presidente Bashar al-Assad, que incluem o estudo da possibilidade de encerrar o estado de emergência e o licenciamento de partidos políticos", disse Shaaban, durante coletiva de imprensa. Segundo ela, as exigências do povo sírio são "justas". As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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