Síria diz que países do Oriente Médio têm direito a lutar

O ministro da Informação da Síria, MohsenBilal, considera que os países agredidos por Israel têm "direito alutar e resistir" e que a situação no Oriente Médio é a mesma deantes da invasão do Líbano. "Nossos países foram agredidos e nossos territórios, ocupados porIsrael. Portanto, temos o direito de lutar e resistir até construiruma região de paz, livre de presença estrangeira e de ameaças eagressões", afirmou Bilal em entrevista publicada nesta terça-feira no jornaloficial cubano Granma. Bilal, que no domingo passado se reuniu com o presidenteprovisório de Cuba, Raúl Castro, indicou que "a região (o OrienteMédio) agora tem os mesmos problemas de antes da guerra contra oLíbano, com a tendência da administração americana de impor suahegemonia na área". O ministro sírio afirmou que seu país está disposto a conversarcom Israel, mas sobre a base da devolução das Colinas de Golã e daretirada das tropas israelenses dos territórios ocupados em 1967. "Estamos prontos para encontrar-nos com os israelenses na buscade uma paz que contemple sua retirada do sul libanês, do Golã sírioe dos territórios palestinos", disse. "Tel-Aviv deve reconhecer a esse povo seu direito a ter um Estadoindependente e aos refugiados, a voltar a sua pátria", acrescentou. Segundo Bilal, os "que agridem a Palestina e o Líbano, e usurpamseus territórios sabem bem que são os responsáveis pela situação deinstabilidade da região". O ministro sírio destacou o "grave dilema político" que o Governodo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, enfrenta após suacampanha militar no Líbano, para tentar desativar as facções damilícia xiita Hezbollah, e as divisões surgidas entre os membros dogoverno israelense que querem dialogar e os que não. "O presidente (da Síria), Bashar al-Assad, foi enfático nanecessidade de construir um novo Oriente Médio sem as mãos dos EUAnem a agressão de Tel Aviv", disse Bilal, ao acusar os EUA detentarem construir uma nova região como parte de seus planos de"dominação". "O Oriente Médio árabe deve ser um no qual se respeite nossavontade, a da resistência, da libertação, do desenvolvimento social,econômico e político", afirmou Bilal.

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