Síria diz que vai interromper ações militares na 5ª

O ministro da Defesa da Síria disse nesta quarta-feira que vai cessar suas operações militares contra combatentes rebeldes a partir de quinta-feira, o dia estabelecido pelo enviado especial Kofi Annan como prazo final para a interrupção das hostilidades, informou a televisão estatal.

AE, Agência Estado

11 de abril de 2012 | 12h33

"Depois de nossas Forças Armadas terem concluído com sucesso operações de combate a atos criminosos de terroristas e retomarem o controle estatal sobre o território, foi decidido pela interrupção dessas operações a partir da manhã de quinta-feira", disse o ministro, segundo a televisão estatal.

Annan, disse nesta quarta-feira em Teerã que o Irã pode ajudar a resolver a questão síria. O Irã é um dos mais fortes aliados da Síria e Annan foi ao país para buscar apoio para seu plano, que tenta impedir que a Síria entre numa guerra civil.

"Tendo em vista sua relação especial com a Síria, o Irã pode ser parte da solução", afirmou o enviado especial da Organização das Nações Unidas e da Liga Árabe, durante coletiva de imprensa com o ministro de Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi.

"Por causa da localização geopolítica da Síria, qualquer engano ou erro pode ter consequências inimagináveis."

O conflito sírio é um dos mais explosivos da Primavera Árabe, em parte por causa das alianças do país com forças poderosas como o Hezbollah, no Líbano, e o Irã. O levante, que começou há mais de um ano tem como objetivo derrubar o autoritário presidente Bashar Assad.

Na terça-feira, o regime sírio desafiou o prazo final para retirar suas tropas das cidades, plano intermediado por Annan, e lançou novos ataques a áreas rebeldes. Mas Annan afirmou que ainda há tempo para salvar a trégua até as 6h de quinta-feira, o prazo final para que governos e opositores encerrem todas as hostilidades.

Novos episódios de violência foram registrados nesta quarta-feira na Síria, aumentando as dúvidas sobre uma trégua. Tropas sírias tomaram o controle de grande parte de vilas e cidades perto da fronteira com a Turquia. Pelo menos nove civis foram mortos.

A agência estatal de notícias síria Sana informou que homens atiraram e mataram o brigadeiro general Jamal Khaled, no subúrbio de Aqraba, Damasco, na manhã desta quarta-feira. O motorista de Khaled, que era soldado, também foi morto no ataque.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres, informou a ocorrência de confrontos na região do vale de Barada, entre tropas e desertores militares. Segundo o Observatório, dezenas de pessoas ficaram feridas. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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