Louai Beshara/AFP
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Síria diz que vai punir embaixador que desertou

Ministro das Relações Exteriores disse que diplomata deve enfrentar 'responsabilidade legal'

AE, Agência Estado

12 de julho de 2012 | 10h40

Texto atualizado às 11h50

BEIRUTE - O Ministério de Relações Exteriores da Síria disse nesta quinta-feira, 12, que o ex-embaixador no Iraque deve ser punido após ter desertado e declarado apoio aos rebeldes que tentam derrubar o presidente Bashar Assad. Em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal, o ministro diz que o diplomata foi "dispensado de suas funções" e que deve enfrentar "responsabilidade legal e disciplinar".

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Nawaf Fares anunciou sua deserção em um vídeo divulgado na quarta-feira, afirmando que está indo para o lado da "revolução" contra Assad. Ele é o diplomata de maior destaque a abandonar o governo na revolta e a segunda figura proeminente a deixar o regime em uma semana. O general Manaf Tlass, confidente de Assad e filho de um ex-ministro da Defesa fugiu da Síria na semana passada, mas não falou publicamente e não parece ter juntado-se aos rebeldes.

Fares condenou o governo em transmissão à satélite no canal Al-Jazeera. "Onde está honra em matar seus compatriotas? Onde está a fidelidade nacional? A nação é todas as pessoas, não uma pessoa em particular", disse ele. "A fidelidade é para as pessoas, não para um ditador que mata seu povo". Não se sabe onde o diplomata gravou sua declaração. Seu paradeiro também é desconhecido.

Ativistas reportaram nesta quinta-feira confrontos entre forças do regime e oposicionistas e que as Forças Armadas estão bombardeando áreas rebeldes. Mais de 17 mil pessoas foram mortas desde que a revolta começou, em março de 2011.

As informações são da Associated Press.

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