Síria e Egito criticam "uso excessivo da força" no Iraque

Participantes de uma conferência internacional sobre o Iraque realizada no Egito vêm sendo comedidos em suas críticas diretas aos EUA, mas não deixam de condenar os ataques a civis. No entanto, participantes como o chanceler da Síria, Farouk al-Sharaa, não perderam a oportunidade de cobrar Washington pelo caos que se seguiu à queda de Saddam Hussein. Mesmo o Egito, anfitrião da reunião e aliado dos EUA, chamou atenção para o que é visto, no mundo árabe, como o uso excessivo de força e truculência das forças americanas."Embora condenemos a violência, o terrorismo e os seqüestros, também condenamos a vitimização de civis, a destruição das instituições públicas iraquianas e das instituições internacionais que atuam no Iraque", disse Al-Sharaa, de acordo com texto distribuído a jornalistas. "Não podemos deixar de enfatizar a necessidade de que se evite bombardear civis, destruir cidades, matar inocentes".Já o chanceler egípcio, Ahmed Aboul Gheit, disse, ao abrir a conferência, que "a política de violência intimidação e o abuso da força... só levarão a novas divisões, danos e destruição".Nem Al-Sharaa, nem Aboul Gheit, citaram os Estados Unidos pelo nome, e embora a declaração final da conferência, assinada pelos 20 países participantes, expresse "condenação a todos os atos de terrorismo no Iraque", ela apenas "conclama" "todas as partes a evitar o uso excessivo da força e a exercitar o máximo de comedimento" para evitar ferir civis.O chanceler iraquiano Hoshyar Zebari e o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, fizeram pouco caso das críticas. Zebari disse que as operações contra a insurgência "não têm civis como alvo".

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