Síria inicia cessar-fogo, mas hostilidades continuam

A Síria deu início nesta quinta-feira a um frágil acordo de cessar-fogo, em linha com as negociações feitas pela ONU e a Liga Árabe com o regime de Bashar Assad, mas há indícios de que a violência continua no país.

AE, Agência Estado

12 de abril de 2012 | 10h28

Segundo o acordo mediado pelo enviado especial da ONU ao país, Kofi Annan, as hostilidades entre forças sírias e grupos que lutam pela deposição de Assad deveriam ser totalmente suspensas a partir de hoje.

A oposição, no entanto, afirma que pelo menos três civis foram mortos na região de Hama desde o início do cessar-fogo (às 6h no horário local, meia-noite em Brasília) e que dezenas de prisões foram efetuadas nas áreas mais populosas do país.

A agência oficial de notícias Sana, por sua vez, noticiou que um ataque "terrorista" lançado hoje em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, matou um tenente coronel do exército e deixou outros 24 feridos. O ônibus que transportava os militares foi atingido por um artefato explosivo. A mídia estatal acusou os rebeldes de boicotarem o plano de Annan.

A revolta na Síria, iniciada há pouco mais de um ano, começou basicamente com protestos pacíficos contra o regime de Assad, cuja família controla o país há quatro décadas. Com a forte repressão aos protestos, no entanto, a oposição síria se tornou cada vez mais militarizada.

A ONU estima que a onda de violência na Síria matou cerca de 9 mil pessoas no país desde o início do levante, em março de 2011.

Otan

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse ontem à noite que poderá pedir auxílio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) caso as tropas sírias voltem a violar as fronteiras do país.

Na segunda-feira, forças sírias mataram duas pessoas ao disparar contra um campo de refugiados turco, próximo à fronteira entre os dois países. As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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