Hamid Khatib/Reuters
Hamid Khatib/Reuters

Síria intensifica segurança no dia que conflito faz 2 anos

Rebeldes pedem a seus partidários que marquem aniversário com mais ataques contra o regime

Agência Estado

15 de março de 2013 | 10h33

BEIRUTE, LÍBANO - Autoridades sírias intensificaram as medidas de segurança nesta sexta-feira, 15, na capital Damasco, mesmo dia em que os rebeldes que lutam para derrubar o presidente Bashar Assad pediram a seus partidários que marquem o segundo aniversário do levante com mais ataques contra o regime.

A revolta contra o governo de Assad teve início em março de 2011, com protestos na cidade de Deraa, sul do país, depois de soldados terem detidos adolescentes que pichavam muros com frases contra o regime. Desde então, o conflito se transformou numa guerra civil que, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), já deixou 70 mil mortos.

Nesta sexta-feira, alguns rebeldes pediram a intensificação dos ataques para marcar o aniversário. A Irmandade Muçulmana, grupo proscrito no país, pediu a seus partidários que realizem uma "semana de ações", sem explicar que ações seriam essas.

Um ativista morador de Damasco, que se identificou como Abu Qais, disse que as tropas aumentaram o número de patrulhas e buscas na capital do país. Ele falou com a condição de que seu nome verdadeiro não fosse revelado, temendo represálias.

No vizinho Líbano, homens armados atearam fogo a três caminhões-tanque, com placas da Síria, para impedir que eles entrassem em território sírio, informou a agência estatal de notícias libanesa National News Agency (NNA). Segundo a agência, o incidente aconteceu em Trípoli, norte do país, e os caminhões levavam combustível quando foram parados pelos manifestantes e, posteriormente, foram incendiados. Não há informações sobre feridos.

Os manifestantes já fecharam estradas e impediram caminhões de seguirem para a Síria antes. A Síria sofre com a falta de gasolina e óleo diesel, mas segundo os manifestantes, o combustível exportado para a Síria é usado em ataques do regime.

Muitos membros da comunidade sunita libanesa apoiam as forças rebeldes sunitas sírias, em meio as quais islamitas radicais têm se tornado cada vez mais ativos. Xiitas muçulmanos, dentre eles o grupo Hezbollah, tendem a apoiar Assad, que pertence à pequena seita alawita, um braço do xiismo.

As informações são da Associated Press

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