Síria irá a diálogo de paz, mas não cederá poder

O governo da Síria confirmou nesta quarta-feira sua participação nas negociações de paz patrocinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de pôr fim a mais de dois anos e meio de guerra civil no país, mas assegurou que não vai ceder poder aos rebeldes que tentam derrubar o presidente Bashar Assad.

AE, Agência Estado

27 de novembro de 2013 | 13h37

A ONU anunciou na segunda-feira que a conferência de paz terá início em 22 de janeiro em Genebra, elevando a expectativa de que esteja próxima a solução para um conflito que já deixou mais de 120 mil mortos.

Alguns obstáculos persistem, entre eles a lista completa de participantes. O principal grupo de oposição a Assad, por exemplo, promete participar, mas exige que o governo primeiro estabeleça corredores humanitários e liberte prisioneiros políticos antes de tomar uma decisão.

Já a chancelaria síria confirma a participação do governo para reunir-se "com aqueles que apoiam uma solução política para o futuro da Síria" e avisa que os representantes de Damasco "não se dirigirão a Genebra para ceder poder a quem quer que seja".

Os rebeldes sírios e seus grupos de apoio no Ocidente insistem em excluir Assad e integrantes do atual governo de qualquer processo de transição. Fonte: Associated Press.

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