Síria liberta 61 mulheres em acordo humanitário

Mediado por Catar e Autoridade Palestina, pacto inclui troca por 9 libaneses e 2 turcos em poder de forças rebeldes

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2013 | 02h08

O governo sírio libertou ontem 48 mulheres presas sob acusação de colaborar com as forças de oposição - no dia anterior, 13 já haviam sido soltas. A decisão é parte do mais ambicioso acordo humanitário em dois anos e meio de guerra civil na Síria, uma troca que inclui nove peregrinos xiitas do Líbano em poder de rebeldes e dois pilotos turcos. A Autoridade Palestina e o Catar mediaram a negociação.

Não foram divulgados detalhes sobre onde estariam as mulheres soltas nem sobre as circunstâncias da libertação. O anúncio de que o regime de Bashar Assad dera esse passo foi feito pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo que monitora o conflito. Autoridades sírias não comentaram o assunto.

O envolvimento de Turquia, Catar, Líbano e Autoridade Palestina na negociação mostra como a crise síria se espalhou por todo o Oriente Médio. Os dois primeiros países dão forte apoio aos rebeldes, enquanto libaneses e palestinos tentam evitar serem tragados pela guerra civil. Estima-se que entre 120 mil e 150 mil pessoas tenham morrido no conflito sírio.

Pólio. Em mais um sinal da deterioração das condições humanitárias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ontem que há 22 casos de suspeita de poliomielite na Síria - doença que estava erradicada havia 14 anos no país. No domingo, a agência da ONU afirmara que quatro sírios, aparentemente, tinham contraído a doença infecciosa.

A pólio foi detectada na região de Deir al-Zor, no leste da Síria, entre crianças com menos de 2 anos. A estimativa é que 100 mil crianças vivam na região. Deir al-Zor é parcialmente controlada pelas forças de Assad. / REUTERS e AP

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