Síria mata líder islâmico na fronteira com o Líbano

O líder sírio Omar Abdullah, do grupo militante islâmico "Tawhid e Jihad", detonou um cinto de explosivos num posto da fronteira de seu país com o Líbano depois de um tiroteio com forças de segurança da Síria, informou o governo de Damasco.Segundo um comunicado do Ministério do Interior, Abdullah tentava cruzar para o Líbano no posto fronteiriço de Jdeidet Yabous com documentos falsos.Ele disparou contra as forças de segurança e tentou escapar, acrescentou o órgão. Depois de uma perseguição, Abdullah detonou um cinto de explosivos, se matando e ferindo outros dois agentes de segurança sírios.Tawhid e JihadTawhid e Jihad (Monoteísmo e Guerra Santa, em árabe) é um nome muito usado por grupos militantes simpáticos, ou mesmo vinculados, à rede Al-Qaeda. Não havia conhecimento de que tal grupo operasse na Síria.O mais destacado grupo militante no país é o Jund al-Sham. O grupo é associado à Al-Qaeda e foi formado no Afeganistão por sírios, palestinos e jordanianos ligados ao antigo líder da Al-Qaeda no Iraque Abu Musab al-Zarqawi, morto num ataque aéreo dos EUA este ano. O Ministério do Interior afirmou que nove documentos de identidade falsos foram encontrados com o militante, também conhecido como Omar Hamra.O posto de fronteira fica a sete minutos de carro do posto de cruzamento libanês de Masnaa, na rodovia ligando a capital libanesa, Beirute, com a capital síria, Damasco.Militantes islâmicos têm entrado em choque com forças de segurança sírias nos últimos anos. No mais recente, um guarda sírio e quatro atacantes foram mortos quando tentavam explodir a Embaixada dos EUA em Damasco em 12 de setembro.Grupos extremistas muçulmanos sunitas como a Al-Qaeda se opõe fortemente ao governo do presidente Bashar Assad, devido a sua ideologia secular e porque o pai dele, o falecido presidente Hafez Assad, esmagou um levante fundamentalista islâmico na cidade de Hama em 1982, deixando milhares de mortos. Também, Assad pertence à seita muçulmano xiita alawite.Assad tem advertido sobre uma crescente ameaça contra seu país, dizendo que militantes da Al-Qaeda estão encontrando refúgio nos vizinhos Líbano e Iraque.

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