Síria: metade do mundo está contra o país, diz chanceler

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, disse nesta terça-feira que "metade do mundo" está conspirando contra seu país, logo após os países árabes do Golfo Pérsico informarem que estão retirando seus observadores da missão da Liga Árabe. A Arábia Saudita anunciou na segunda-feira a retirada dos seus observadores. O chanceler sírio sugeriu que a repressão aos opositores continuará, ao dizer que o governo de Damasco tomará todas as medidas necessárias para defender o país do caos.

AE, Agência Estado

24 de janeiro de 2012 | 19h08

"É dever do governo sírio tomar as medidas que vê como necessárias para lidar com os grupos armados que disseminam o caos", disse al-Moallem na televisão estatal. Ele também disse que alguns países árabes aderiram à conspiração contra a Síria. Ele ironizou a ameaça dos países árabes do Golfo Pérsico, que propuseram no final de semana um plano de transição democrática para que o presidente Bashar Assad deixasse o cargo de maneira pacífica. O plano foi rechaçado. Agora, os países árabes ameaçam levar a questão ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Se eles forem a Nova York (sede da ONU) ou à Lua, é um problema deles, não somos nós que vamos pagar as passagens de avião", disse o chanceler sírio.

A ONU estima que mais de 5.400 pessoas foram mortas desde que começaram os protestos contra o governo de Assad, em meados de março do ano passado.

As informações são da Associated Press.

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