Síria não iniciou retirada de tropas, dizem ativistas

O governo da Síria lançou ataques em várias cidades do país nesta terça-feira e não iniciou a retirada de suas forças dos centros urbanos, como ficou acordado no plano de paz elaborado pelo mediador da ONU para a crise síria, Kofi Annan, afirmam ativistas.

AE, Agência Estado

10 de abril de 2012 | 09h59

Pelo acordo de Annan, tanto o governo quanto os rebeldes que tentam derrubar o regime de Bashar Assad deveriam abandonar as áreas estratégicas, depor armas e iniciar um cessar-fogo entre hoje e quinta-feira. Ativistas, no entanto, afirmam que não há sinais de recuo em larga escala por parte das forças sírias, ao contrário do que afirma Damasco.

Na França, o porta-voz do Ministro de Relações Exteriores, Bernard Valero, classificou a alegação de que o governo sírio está cumprindo o acordo de Annan como "uma nova expressão desta flagrante e inaceitável mentira".

Até mesmo a Rússia, tradicional aliada e fornecedora de armas da Síria, fez críticas ao regime sírio. "Nós acreditamos que seus esforços em implementar o plano poderiam ter sido mais ativos e decididos", disse o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov.

De acordo com o Observatório Sírio para Direitos Humanos, pelo menos 11 pessoas, incluindo sete civis, foram mortas hoje em ataques lançados pelas tropas de Assad.

A revolta na Síria começou basicamente com protestos pacíficos contra o regime de Assad, cuja família controla o país há quatro décadas. Com a forte repressão aos protestos, no entanto, a oposição síria está se tornando cada vez mais militarizada.

A ONU estima que a onda de violência na Síria matou cerca de 9 mil pessoas no país desde o início do levante, em março de 2011. As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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