Síria nega deserção do vice-presidente

O governo da Síria saudou a nomeação de um ex-diplomata argelino como novo líder da Organização das Unidas nos esforços para interromper a escalada de violência no país. Enquanto isso, ativistas relataram mais bombardeios pelas tropas do regime, incluindo um ataque aéreo a uma cidade que fica na fronteira norte da Síria, onde havia acontecido mortes no começo desta semana.

DANIELLE CHAVES, Agência Estado

18 de agosto de 2012 | 11h42

Em um comunicado, o escritório do vice-presidente da Síria, Farouk al-Sharaa, não apenas expressou apoio a Lakdar Brahimi como também negou relatos da imprensa árabe de que al-Sharaa teria desertado para a oposição. Al-Sharaa "não pensou, em nenhum momento, em deixar o país", diz o comunicado. O escritório de al-Sharaa afirmou que o vice-presidente "apoia o pedido de Brahimi por um suporte unido do Conselho de Segurança da ONU para realizar sua missão sem obstáculos".

O regime do presidente Bashar Assad vem sofrendo uma série de perdas nos últimos meses. A mais alta autoridade entre os desertores até agora é o ex-primeiro-ministro Riad Hijab. Ele viajou para o Catar, onde poderá revelar seus planos futuros, segundo rebeldes sírios e um parente de Hijab. O Catar está entre um grupo de países árabes que apoia a rebelião contra Assad.

O novo enviado da ONU, Brahimi, substituirá o ex-secretário-geral da organização Kofi Annan, que deixará o posto em 31 de agosto depois de suas tentativas de fazer um cessar-fogo terem fracassado. A nomeação de Brahimi se dá no mesmo momento em que os observadores da ONU começam a sair do país.

Neste sábado, ativistas disseram que tropas do governo bombardearam e fizeram buscas em áreas rebeldes em todo o país, incluindo a província de Daraa, no sul, a região de Aleppo, no norte, e subúrbios da capital Damasco. Segundo autoridades do Líbano, mais cinco sírios foram sequestrados em Beirute neste sábado. Não está claro de quem é a autoria dos sequestros, mas o clã libanês al-Mikdad afirma que está com outros sírios e com pelo menos um cidadão turco. As informações são da Associated Press.

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