Síria nega responsabilidade por ataques no Iraque

Representantes do governo sírio refutaram neste domingo as acusações de que o país seria responsável pelos atentados insurgentes ocorridos no Iraque. As autoridades rebateram as afirmações realizadas no sábado pelo porta-voz do governo iraquiano, Ali al-Dabbagh, que disse que metade dos ataques que ocorre no Iraque é executado por militantes que saíram da Síria.Não comentando as afirmações de Dabbagh de que já foram fornecidas ao governo de Damasco provas das alegações, representantes do governo sírio disseram disseram apenas que cabe às autoridades iraquianas trabalhar para evitar novos atentados.Para os sírios, as acusações foram feitas para enfraquecer os vínculos entre os dois países, que reataram relações diplomáticas em 2006 depois de 25 anos. O governo disse que tem atuado para controlar a saída de militantes sunitas que realizariam ataques no Iraque.Caminhão-bombaAs acusações foram apresentadas após o mais violento ataque a bomba realizado no Iraque desde a ocupação americana do país, em março de 2003, que deixou 135 mortos e mais de 300 feridos em um mercado de Bagdá. O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, prometeu pôr um fim a ataques deste tipo, que ele atribuiu a simpatizantes do ex-presidente Saddam Hussein. Neste domingo, um novo atentado a bomba matou quatro policiais na capital iraquiana, deixando ao todo 22 mortos. Pelo menos outras três pessoas teriam ficado feridas no ataque, ocorrido no bairro de al-Qasra. Maior atentadoNo sábado, a violenta explosão de um caminhão-bomba sacudiu um mercado no bairro de al-Sadriyah, uma área predominantemente xiita, no fim da tarde, um horário de grande movimento. O atentado aconteceu quando muitas pessoas faziam compras, e antes do toque de recolher que imposto durante a noite.Segundo o Ministério do Interior, o caminhão levava uma tonelada de explosivos que foram detonados por um suicida. Barracas foram destruídas e uma grande cratera foi aberta no local.Os hospitais de Bagdá tiveram que montar necrotérios improvisados para receber o grande número de cadáveres. As salas e corredores de um hospital da região ficaram lotados.

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