Síria nega uso de armas pesadas no ataque de 5ª feira

Porta-voz afirmou que a violência não foi um massacre, mas uma operação militar

Agência Estado

15 de julho de 2012 | 09h19

A Síria negou as acusações da Organização das Nações Unidas (ONU) de que forças do governo usaram armas pesadas durante uma operação militar que gerou ampla condenação internacional ao regime do presidente Bashar al Assad. Jihad Makdissi, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Síria, afirmou que a violência ocorrida na quinta-feira, 12, não foi um massacre, mas uma operação militar que tinha como alvo combatentes armados que haviam tomado o controle da vila de Tremseh. Segundo ele, "qualquer pessoa que se levantar em armas contra o Estado vai entrar em confronto com o Exército"

"O que aconteceu não foi um ataque a civis", afirmou Makdissi a jornalistas em Damasco. "O que tem sido dito sobre o uso de armas pesadas não tem fundamento", acrescentou. No entanto, a ONU já envolveu as forças de Assad no ataque. O diretor da missão de observação da ONU na Síria disse na sexta-feira, 13, que monitores que estavam próximos a Tremseh viram o exército do país usando armas pesadas e helicópteros.

Neste sábado, 14, observadores da ONU que investigam as mortes encontraram poças de sangue em casas, além de balas usadas, morteiros e bombas de artilharia. Os observadores devem voltar a Tremseh neste domingo. Dezenas de pessoas já foram enterradas em valas comuns e ativistas ainda estão tentando calcular o número total de mortos no ataque. As informações são da Associated Press.

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