Síria: pais dizem acreditar que refém do EI está viva

Os pais da norte-americana Kayla Jean Mueller, mantida refém pelo Estado Islâmico, disseram em comunicado divulgado no fim da noite de sexta-feira que "ainda têm esperanças de que Kayla esteja viva" e fizeram um apelo aos sequestradores que se comuniquem de forma privada com eles.

AE, Estadão Conteúdo

07 de fevereiro de 2015 | 15h21

Kayla teria sido morta quando um ataque da Jordânia atingiu o prédio onde ela estava na Síria. O Estado Islâmico informou, via Twitter, que a refém foi enterrada sob os escombros de um edifício próximo à cidade síria de Raqqa, segundo o Grupo de Inteligência SITE. A alegação não foi imediatamente confirmada.

A trabalhadora humanitária de 26 anos, de Prescott, no Estado norte-americano do Arizona, foi sequestrada em Aleppo em agosto de 2013, de acordo com a família. No comunicado divulgado ontem, Carl e Marsha Mueller se disseram preocupados com a divulgação do nome da filha na sexta-feira depois que a família tinha trabalhado durante meses para evitar publicidade a fim de cumprir exigências dos militantes.

Dirigindo-se aos sequestradores como "aqueles em posição de responsabilidade pelo sequestro de Kayla," eles disseram ter enviado uma "mensagem privada" e solicitaram uma resposta privada. "Nós sabemos que você leram as nossas comunicações anteriores", afirmou o casal, referindo-se aos comentários do jornalista britânico John Cantlie, refém do Estado islâmico que já apareceu em vídeos de propaganda. "Você nos disseram que tratavam Kayla como hóspede e, como sua hóspede, a segurança e bem-estar dela seguem sendo sua responsabilidade", afirmaram Carl e Marsha Mueller, acrescentando que eles estavam fazendo tudo o que podiam para garantir a libertação segura da filha.

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA Marie Harf disse que o país estava investigando relatos de que uma refém foi morta em um ataque aéreo da Jordânia, mas afirmou: "Eu não posso confirmar esses relatos de jeito nenhum". O porta-voz do governo jordaniano Mohammed al-Momani disse que a suposta morte da refém estava sob investigação, mas afirmou que alegação era duvidosa. "Como eles poderiam identificar aviões jordanianos a partir de uma distância enorme no céu, e o que a mulher norte-americana estaria fazendo em um armazém de armas? É parte de sua propaganda criminal." Fonte: Dow Jones Newswires.

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