Síria pede coordenação em ataques aéreos americanos contra o EI

Ministro sírio diz que o país pode colaborar na luta contra jihadistas, mas qualquer medida sem um acordo seria considerada 'agressão'

O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2014 | 10h30

BEIRUTE - O governo sírio afirmou nesta segunda-feira, 25, que precisa ser incluído na coordenação de qualquer ataque aéreo contra militantes islâmicos no país, depois que os Estados Unidos afirmaram estar considerando a possibilidade de combater o grupo Estado Islâmico (EI) dentro do território sírio.

O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moualem, disse que o país receberia bem os possíveis bombardeios dos EUA contra posições do EI, mas ressaltou recorrer apenas a isso não seria a forma adequada de lidar com os militantes, que se apoderaram de amplas áreas de território na Síria e no vizinho Iraque.

"A Síria está preparada para cooperar e coordenar os esforços regionais e internacionais para combater o terrorismo, em linha com as resoluções da ONU e em respeito à soberania síria". Moualen declarou ainda que os países vizinhos precisam trocar dados de inteligência com a Síria.

O ministro afirmou, por outro lado, que qualquer medida à margem de um acordo com as autoridades sírias seria considerada uma "agressão", tendo em vista que seu país não permaneceria impassível.

Funcionários militares e da inteligência americana começaram a recopilar informação sobre o fluxo de jihadistas na Síria, ação iniciada após a decapitação do jornalista americano James Foley, sequestrado em 2012. "Posso assegurar que, se houvesse uma coordenação entre a administração dos EUA e o governo sírio, a operação de resgate articulada por Washington não teria fracassado", disse Moualem, reprovando a execução do jornalista.

Independente da ação de Washington, o ministro reiterou que a Síria "continuará lutando contra o terrorismo". / EFE e REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueEISíriaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.