Síria promete cooperar com missão da Cruz Vermelha

O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, prometeu nesta terça-feira que fará tudo o que puder para que a missão da Cruz Vermelha (CICV) no país seja um sucesso. Muallem reuniu-se com Jakob Kellenberger, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, que tem feito pressão diária para o estabelecimento de uma trégua no conflito sírio.

AE, Agência Estado

03 de abril de 2012 | 12h16

"Muallem analisou os detalhes da missão do CICV e suas necessidades dentro do escopo de seu trabalho humanitário na Síria", informou seu escritório. "Ele reiterou a prontidão da Síria em proporcionar ao CICV tudo o que for necessário para assegurar o sucesso de sua missão humanitária."

Ele acrescentou que os dois lados concordaram com um "mecanismo de cooperação" entre o CICV, o Crescente Vermelho sírio e o Ministério de Relações Exteriores para superar quaisquer obstáculos.

"De sua parte, Kellenberger expressou sua estima pelo fato de as autoridades sírias permitirem o acesso do CICV a áreas afetadas pelo levante com o objetivo de prestar assistência aos que precisam", disse ele em comunicado.

Antes de sua terceira visita à Síria desde 2011, Kellenberger havia declarado que estava "determinado a ver o CICV e o Crescente Vermelho sírio ampliarem sua presença, alcance e escopo de suas atividades para atender as necessidades das pessoas mais vulneráveis".

"Este será um elemento chave de todas as minhas conversas com autoridades sírias", afirmou ele em comunicado.

Além das questões sobre ajuda humanitária, Kellenberger também vai tentar obter acesso a centros de detenção, assim como examinar "medidas práticas para a implementação de nossas iniciativas para uma interrupção diária de duas horas nos confrontos", diz o documento.

O CICV tem tido importância central na pressão para uma trégua humanitária diária. Kellenberger viajou para Moscou para conseguir o apoio da Rússia, importante aliada da Síria, ao projeto. Kellenberger também visitou os Estados Unidos na semana passada, onde discutiu a situação síria com a secretária de Estado Hillary Clinton.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 9 mil pessoas tenham morrido em razão da repressão do regime sírio nos últimos 12 meses. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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