Síria promete investigar mortes de manifestantes

A Síria lançou uma investigação imediata sobre as mortes de "civis e tropas" em Deraa e Latakia, duas cidades focos de protestos no país, informou a imprensa estatal hoje. O presidente sírio, Bashar al-Assad, enfrenta pressão sem precedentes em seus 11 anos no poder.

AE, Agência Estado

31 Março 2011 | 14h28

Os manifestantes exigem mais liberdades na Síria, que está sob estado de emergência há quase cinco décadas. Eles convocaram para amanhã novos protestos em mesquitas por todo o país, após as preces semanais muçulmanas.

A agência estatal SANA informou hoje que o presidente encarregou o chefe do conselho de juízes a formar um comitê e abrir uma investigação sobre a morte de civis e soldados nas duas cidades. "Este comitê tem o direito de pedir informação ou documentos de qualquer parte", acrescenta o texto.

A cidade de Deraa, uma área tribal no sul do país, perto da Jordânia, e Latakia, no norte, têm protestos persistentes exigindo grandes mudanças na Síria, governada pelo Partido Baath desde 1963. Ontem, foram divulgados novos relatos sobre assassinatos em Latakia, onde vivem 450 mil pessoas, entre cristãos, sunitas e alauitas. O grupo pelos direitos humanos Syrian Human Rights Committee, próximo da Irmandade Muçulmana, afirmou que 25 pessoas foram mortas pelas forças de segurança, em um "banho de sangue".

Um ativista político em Latakia disse, por telefone, que várias pessoas ficaram feridas e quatro foram mortas na cidade ontem. Os números exatos, porém, não estão claros. Segundo ele, manifestantes criticando o discurso de Assad foram baleados na rua. A televisão estatal registrou apenas que houve tiros disparados por homens armados, sem revelar detalhes.

Ativistas estimam que mais de 130 pessoas tenham sido mortas em confrontos com as forças de segurança, sobretudo em Deraa e Latakia. Já as autoridades falam em cerca de 30 mortos. As informações são da Dow Jones.

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