Síria: Putin acusa rebeldes por uso de armas químicas

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a acusar hoje os rebeldes sírios de terem feito uso de armas químicas contra civis na madrugada de 21 de agosto.

AE, Agência Estado

19 Setembro 2013 | 17h53

"Temos todas as razões para acreditar que foi uma provocação astuta e engenhosa", disse o presidente russo.

De acordo com ele, os responsáveis pelo ataque que deixou centenas de mortos utilizaram uma tecnologia "primitiva", mais precisamente antigas armas soviéticas que não constam mais dos ataques do exército sírio, disse Putin.

Em Washington, enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, voltou a atribuir o ataque ao governo sírio.

Em nota divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA, Kerry diz que o relatório da ONU confirmando o uso de gás sarin em um ataque ocorrido em 21 de agosto "reforça os argumentos" contra o governo de Bashar Assad e "solidifica nossa determinação".

Kerry admitiu, entretanto, que a crise na Síria pode ser resolvida sem uma ação militar, mas esse desdobramento exigiria uma resolução enérgica no âmbito do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Agora, prossegue o chanceler norte-americano, o CS da ONU precisa estar preparado para agir quando se reunir na próxima semana. "O tempo é curto. Não vamos perder tempo discutindo o que já sabemos", conclamou ele.

"A completa remoção das armas químicas da Síria é possível por meios pacíficos", prosseguiu. "Isso será determinado pela resolução das Nações Unidas em dar andamento ao acordo que Rússia e Estados Unidos alcançaram em Genebra" no último fim de semana.

Apesar do acordo, EUA e Rússia continuam divergindo em relação à autoria do ataque com armas químicas e sobre os termos de uma resolução no CS da ONU. Enquanto os EUA pressionam por uma resolução que preveja o uso da força em caso de descumprimento, a Rússia defende que essa possibilidade seja deixada de lado pelo momento. As duas potências gozam de poder de veto no CS da ONU. Fontes: Associated Press e Market News International.

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