Síria reclama na ONU sobre queda no turismo durante conflito

A Síria reclamou na Organização das Nações Unidas que sua indústria do turismo foi severamente prejudicada pelo conflito de 14 meses entre as forças do governo e os rebeldes que lutam para derrubar o presidente sírio, Bashar al-Assad, levantando temores de uma guerra civil.

REUTERS

17 Maio 2012 | 18h19

Em carta aos 193 membros da Assembleia Geral da ONU divulgada nesta quinta-feira, o embaixador sírio na organização, Bashar Ja'afari, disse que a ocupação hoteleira caiu para menos de 15 por cento na comparação a uma média de 90 por cento antes do início da crise, em março de 2011.

"Em cidades e áreas onde há tensão, o impacto da crise no setor de turismo tem sido totalmente desastroso: a atividade turística teve uma parada completa e os hotéis deixaram de operar", disse Ja'afari na carta datada de 7 de maio.

Ele atribui a queda no turismo a sites de viagens que alertam turistas a ficar longe da Síria, a países que suspenderam voos para o seu país e a "certos grupos armados terroristas que alvejam rotas de transporte e comunicação e companhias de transporte, além de aterrorizar, matar e raptar civis."

A ONU alega que 9.000 pessoas foram mortas durante a revolta, enquanto o governo sírio culpa "terroristas" estrangeiros pela morte de 2.600 soldados e policiais.

Uma frágil trégua apoiada pela ONU de 12 de abril fracassou em encerrar o derramamento de sangue.

(Reportagem de Michelle Nichols)

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