State Department/DigitalGlobe via AP
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Síria rejeita acusações dos EUA sobre crematório em prisão

Ministério sírio das Relações Exteriores afirmou que ‘administrações americanas fabricaram repetidamente mentiras e acusações para justificar suas políticas agressivas e intervencionistas’

O Estado de S.Paulo

16 Maio 2017 | 11h12

DAMASCO - O governo de Bashar Assad qualificou nesta terça-feira, 16, de "totalmente infundadas" as declarações dos EUA, que acusaram o regime sírio de usar o crematório de uma prisão para queimar os cadáveres de milhares de presos.

"Estas acusações são totalmente infundadas, são apenas o produto da imaginação desta administração e de seus agentes", declarou o Ministério das Relações Exteriores da Síria, segundo a agência de notícias estatal Sana.

"As sucessivas administrações americanas fabricaram repetidamente mentiras e acusações para justificar suas políticas agressivas e intervencionistas em outros países soberanos", acrescentou o ministério. "A administração dos EUA lançou um novo roteiro de Hollywood desconectado da realidade, ao acusar o governo sírio de (...) construir um crematório na prisão de Saydnaya".

O Departamento de Estado americano publicou na véspera imagens de satélite que, segundo ele, corroboram as informações sobre os massacres realizados na prisão localizada ao norte de Damasco.

"No início de 2013, o regime sírio modificou um edifício no interior do complexo de Saydnaya para permitir" a construção de um crematório, em "uma tentativa de acobertar a magnitude dos assassinatos em massa ocorridos em Saydnaya", declarou Stuart Jones, subsecretário interino do Departamento de Estado para o Oriente Médio.

"Apesar de muitas atrocidades cometidas pelo regime já terem sido documentadas, acreditamos que a construção de um crematório é um esforço para encobrir a extensão dos massacres em Saydnaya", ressaltou. Ele acusou a Síria de cometer "assassinatos em massa" e pediu que o governo de Assad acabe com "essas atrocidades".

Jones indicou que a informação sobre o crematório chegou ao conhecimento de Washington por meio de agências humanitárias e pela "comunidade americana de inteligência". Segundo ele, até 50 pessoas seriam enforcadas diariamente nesta prisão. / AFP

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