Síria: repressão deixa 35 mortos, dizem ativistas

Forças do governo sírio realizaram buscas por insurgentes nesta sexta-feira no bairro de Baba Amr, em Homs, retomado pelas tropas ontem, e segundo ativistas executaram 10 homens pela manhã. A entrada de trabalhadores humanitários da Cruz Vermelha no bairro, que foi autorizada ontem, não havia ocorrido até esta sexta-feira. O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres, afirmou que 35 pessoas foram mortas nesta sexta-feira ao redor do país - incluídos os dez supostamente executados em Homs. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu ao governo sírio nesta sexta-feira que permita o acesso imediato dos trabalhadores humanitários e dos alimentos e remédios às populações das cidades onde ocorrem combates.

AE, Agência Estado

02 de março de 2012 | 18h15

Rami Abdel Rahman, chefe do Observatório Sírio, disse à agência France Presse (AFP) que dez sírios foram "mortos a tiros" em Baba Amr, mas acrescentou: "as circunstâncias das mortes não estão claras". Já o ativista sírio Bassel Fouad, que fugiu de Baba Amr para o Líbano, disse que um colega que ficou em Homs lhe informou nesta sexta-feira sobre os detalhes da suposta execução. Segundo ele, a polícia paramilitar do presidente Bashar Assad, a shabiha, alinhou dez homens na frente de um muro, na manhã de hoje, e executou todos a tiros. "A shabiha está entrando em todas as casas e abrindo fogo. Todas as pessoas com mais de 14 anos, homens e mulheres, são detidas", disse Fouad. "Eles fazem as prisões casa por casa, em todas as ruas", afirmou.

Em outras cidades da província de Homs, outras 12 pessoas foram mortas hoje, disse o Observatório Sírio, incluídas cinco crianças, quando um foguete foi disparado contra uma manifestação na cidade de Rastan, atualmente sob controle parcial dos desertores e sob cerco dos soldados de Assad.

Na província de Idlib, no noroeste do país e perto da fronteira com a Turquia, forças do governo mataram a tiros um jovem em um posto de controle na saída da cidade de Marat al-Numan, disse o Observatório. Na cidade de Saraqeb, também em Idlib, forças do governo abriram fogo contra um automóvel, matando o motorista e um casal que estava no banco traseiro do carro.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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