Síria se defenderá de qualquer ataque, diz Assad

O presidente da Síria, Bashar Assad, disse que seu país "se defenderá contra qualquer agressão", sinalizando desafio aos crescentes alertas do Ocidente de uma possível ação punitiva sobre o suposto ataque com armas químicas atribuído ao seu regime.

Agência Estado

29 de agosto de 2013 | 11h22

Os inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) visitaram as áreas atingidas pelos rebeldes perto de Damasco, a capital síria, pelo terceiro dia nesta quinta-feira, antes de deixarem o país no fim de semana, o que poder abrir caminho para uma ação militar contra a Síria.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que os poderes ocidentais adiem qualquer decisão até que os especialistas da organização possam apresentar as suas conclusões aos Estados membros das Nações Unidas e do Conselho de Segurança.

O presidente sírio usou um tom duro hoje. Seus comentários, feitos durante uma reunião com uma delegação do Iêmen, foram divulgados pela agência de notícias estatal Sana.

"As ameaças de lançar uma agressão direta contra Síria tornarão o país mais ligado aos seus princípios bem estabelecidos e a decisões soberanas decorrentes da vontade do seu povo, e a Síria vai se defender contra qualquer agressão", disse Assad.

Não está claro se Assad retaliará qualquer ataque do Ocidente, ou sobreviver a eles na esperança de minimizar o risco para seu próprio poder. Fonte: Associated Press.

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